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Fornecido pela Renault desde 2007 para a Formula 1, o motor RS27 será utilizado na temporada 2012 da categoria por quatro equipes diferentes: Red Bull, Lotus, Caterham e Williams, esta que volta a firmar parceria com a montadora francesa depois de 14 anos. Trata-se de um bloco V8 de 2,4 litros, com cilindros a 90º e 32 válvulas, atmosférico, que segundo a Renault é capaz de desenvolver uma potência máxima de aproximadamente 750 cavalos e pesa 96 kg.

Conforme manda o regulamento, o RS27 é limitado a 18 mil giros (a marcha lenta é limitada a 5 mil giros) e tem especificação fixa desde a sua introdução. A Renault explica que modificações no motor só são permitidas para melhorar sua integração com o chassi, resolver problemas de confiabilidade, ou por razões que sejam consideradas “justas e imparciais”. Uma determinação que entra em vigor em 2012 é a proibição da aspiração adicional.

Com a regra de utilização de motores onde a durabilidade é fator primordial (são permitidos apenas oito motores por piloto durante as 20 etapas do ano), a Renault afirma que o RS27 foi um dos mais confiáveis motores do grid de 2011, capaz de percorrer mais de 3.000 km com perda mínima de potência entre o início e o final de sua vida útil.

Veja as especificações do RS27-2012
- Configuração: 2.4 litros V8
- Número de cilindros: 8
- Número de válvulas: 32
- Cilindrada: 2.400 cc
- Peso: 95 kg
- Ângulo do V: 90°
- Rotação máxima: 18.000 rpm
- Combustível: TOTAL
- Óleo: TOTAL
- Potência: 750 cavalos (aprox.)
- Velas: descarga semi-superficial
- Ignição: indutiva de alta energia
- Pistões: liga de alumínio
- Bloco do motor: liga de alumínio
- Virabrequim: liga de aço nitrado com contrapeso em liga de tungstênio
- Bielas: liga de titânio

Ainda dentro do regulamento de motores para 2012, a Renault detalha que o torque do motor deve ser determinado pela aceleração do piloto e não por mapeamento do motor ou pontos específicos pré-programados no curso do pedal do acelerador. A única programação de torque permitida na aceleração é a mudança do modo “seco” para “molhado”, a fim de adaptar o comportamento do carro aos pneus de chuva e às condições adversas da pista.

Há limitações também quanto às especificações da embreagem, do sistema de escapamento (que deve ter apenas duas saídas), e do regime do motor, que deve trabalhar em 8 ou 4 cilindros, sem intermediários. O sistema KERS (Kinetic Energy Recovery System – Sistema de Recuperação de Energia Cinética) continua em 2012, podendo fornecer 400 kJ de energia, proporcionando potência máxima equivalente a 60 kW, que dá a possibilidade do motor ganhar aproximadamente 80 cavalos de potência durante seis a sete segundos por volta.

Fonte: http://www.omecanico.com.br/news.php?recid=9878

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