O ”prossiga” representa andar depois de fazer a análise, nunca após a placa “PARE” deixar de ser exibida, ser retirada por qualquer meio. Essa placa numa via pública é fixa, jamais móvel. Por aí se nota um erro grave de conceito aplicado justamente por aquele que seria o último órgão do mundo a fazê-lo, um órgão de trânsito.
Pior, a placa exibida para os ciclistas é associada a semáforo da via paralela à que estão circulando, associação que nunca pode existir. Ou há semáforo, ou há placa de parada obrigatória.
É inadmissível que essas noções básicas e na maioria das vezes baseadas em bom senso sejam ignoradas pela CET de São Paulo. Daí que tanto aqui como Brasil afora essa placa, fundamental para a segurança do trânsito, seja ignorada por grande parte dos motoristas – e continuará a ser por aqueles que hoje, ainda em fase de crescimento, pedalam aos domingos no espaço que lhes é dado.
Só para dar um exemplo, quando estive na apresentação da maquete do novo Ford EcoSport, em Brasília, no último dia 4, o motorista da van a serviço da fabricante que me levou e outros jornalistas do hotel para o aeroporto simplesmente ignorava a placa “PARE”, como se ela não existisse. Não houve perigo porque as que ele ignorou eram de acessos de pista e rotatórias, em que se via eventual tráfego confluente, mas esse motorista um dia passará por uma “PARE” em que haverá outro carro no caminho ou ele próprio será alvo de outro, um quadro que se vê freqüentemente.
Vou mandar o link deste post para a CET na tentativa de reformularem a sinalização. Por exemplo, desenho de um semáforo com a luz vermelha em destaque.
Vamos ver se aprendem.


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