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Palmeirinha - foto Douglas Ramos / divulgação

Palmeirinha - foto Douglas Ramos / divulgação

NESTE ANO O RALLY ARGENTINO É VALIDO NÃO SÓ PELO SULAMERICANO COMO PELO IRC. A ORGANIZACAO ESTÁ TRATANDO A PROVA COMO SE ELA AINDA FIZESSE PARTE DO WRC. COMO SEMPRE, O PÚBLICO SERÁ UM SHOW A PARTE E O PISO DAS ESPECIAIS, COMO É CARACTERÍSTICO AQUI, MAIS PARECE DE CROSS COUNTRY DO QUE DE RALI. 

Os brasileiros Paulo Nobre (Link Investimentos) e Edu Paula disputarão, entre os dias 19 e 21 de março a 30ª edição do Rally da Argentina, válida pelos campeonatos Sulamericano, IRC e Argentino de Rally.

A dupla, que está inscrita no Sulamericano, tem como objetivo treinar para o Mundial de Rally e, quem sabe, conquistar alguns pontos. “Só de carros na categoria N4 tem quase 50. E o nível dos argentinos é fortíssimo, principalmente porque eles estão correndo em casa. Logo, o objetivo aqui é chegar ao final e, se der para somar algum ponto, já seria uma vitória!”, contou o piloto Paulo Nobre.

?Sempre temos muita vontade de participar deste rali pois é um dos melhores da Codasur, lembrando que é tao grande ou maior (no caso dos deslocamentos) do que as provas do WRC. Portanto, para nosso interesse de participar do Campeonato Sulamericano como forma de treinar para o P-WRC, ele serve perfeitamente, uma vez que também as especiais que faremos são as mesmas do WRC?afirmou o navegador Edu Paula.

Mesmo perdendo o direito de sediar uma etapa do Campeonato Mundial de Rally (WRC) em 2010, a Argentina continua tratando a modalidade com toda a pompa e buscando locais inabitados para a realização da competição.”As especiais aqui acontecem em locais praticamente desabitados, e quem vai até lá para ver, e não é pouca gente, vai porque ama rali e vibra muito. Dessa forma, a organização evita os problemas com moradores. Esse exemplo de rali que dá certo deveria ser seguido no Brasil, nos locais no qual o público não curte muito esse tipo de esporte e seus transtornos”, sugeriu Nobre.

Como já é característica da região de Córdoba, a prova deve ser muito dura para os participantes. “Muitas vezes reclamamos de ralis no Brasil que apresentam um piso mais duro e de quebradeira, mas cada local tem sua característica. Aqui dá até dó dos carros. A quebradeira faz parecer prova de cross country. Aqui temos que sobreviver e para isso acelerar também com a cabeça e não só com o pé no porão faz a diferença”, concluiu Palmeirinha.

?Já tivemos a oportunidade de andar nessas especiais quando participamos da etapa da Argentina do WRC de 2006 e também de outras etapas do Sulamericanos. São, portanto, especiais que conhecemos e que nos dão muito prazer, pois são rápidas, estreitas, sinuosas e com muitos vados (passagem por dentro dos rios). Ah os vados argentinos! Eles já nos pregaram peças por duas vezes e esperamos que não nos prejudiquem desta vez?, completou Edu.

As atividades oficiais do Rally da Argentina terão início nesta sexta-feira, 19 de março, com a disputa do Shakedown. No sábado e domingo (20 e 21 de março) os competidores percorrerão um total de 1028 km, sendo 238,62 de trechos cronometrados e 789,38 km de deslocamentos.
Assessoria de Imprensa Palmeirinha Rally
RTF Comunicação
Rodrigo Favoretto – panchos@uol.com.br

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