Rafael Mocelin acredita no treinamento com simulador para melhorar aptidões do aluno de direção
A possibilidade de usar simuladores no treinamento de novos motoristas, antes de partirem para aulas práticas é vista com bons olhos pelo piloto profissional Rafael Mocelin. Acostumado a acelerar nas pistas do Rio Grande do Sul, o jovem piloto comenta que essa prática, de alguma maneira já existe no automobilismo. Não são raros os casos em que o piloto pratica intensamente nos simuladores antes de irem para a pista.
O Governo Federal tem interesse em oficializar uso de simuladores de direção para formar motoristas a partir do segundo semestre deste ano. A intenção é dar oportunidade aos alunos de melhorarem no controle dos pedais, um dos problemas mais comuns observados nos iniciantes. Além disso, a técnica permitiria o treinamento em situações de risco que atualmente não são testadas. O piloto Rafael Mocelin da Mocelin Racing acredita que essa nova tecnologia possa dar mais segurança para quem está tirando a carteira de habilitação.
- Quem tira habilitação vive situações que só vai saber quando estiver com o trânsito em volta buzinando. Acho muito interessante o simulador para trazer mais segurança, criando uma experiência com risco zero para o aluno – explica Mocelin.
O Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) fará um convênio com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para que a instituição faça um projeto sobre os simuladores. O professor da UFSC e doutor em engenharia, Carlos Alberto Schneider, afirma que os protótipos devem custar entre 500 e 20 mil reais.
- Antigamente não seria possível, mas com a tecnologia de hoje há possibilidade de criar experiência com um simulador. Isso vai fazer com que possam treinar mais e fiquem mais preparados – acrescenta Rafael Mocelin.
O Rio Grande do Sul já conta com um equipamento avançado nessa área. Um simulador de corridas, desenvolvido pela MC Competições em parceria com a Hoff Kumho Tires vem fazendo sucesso com o público, sendo exposto, principalmente, em eventos como o Arrancadão Gaúcho de Caminhões. O equipamento simula em vários tipos de carros, as situações verdadeiras do que acontece dentro da pista.
Redação: Mauro Plastina


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