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Brasileiro sempre terminou a principal etapa do calendário da TC 2000 nos top 10 São Paulo, 22 de setembro de 2010 – Felipe Maluhy, um dos dez pilotos que disputarão o playoff da Stock Car brasileira neste ano, teve ontem o primeiro contato com o Renault Megane II que vai pilotar nos 200 KM de Buenos Aires deste ano. Será a quinta participação do brasileiro na prova mais importante do calendário da categoria argentina e quarta defendendo a marca francesa, desta vez em dupla com Juan Manuel “Pato” Silva, um dos principais nomes da modalidade. “Eu participo dessa corrida desde 2006 e sempre cheguei ao final da prova, que é disputada com casa cheia. É impressionante ver a torcida lotando as arquibancadas do Autódromo de Buenos Aires com bandeiras e faixas”, comentou Maluhy ao retornar da capital argentina. Relativamente familiarizado com carros de tração dianteira, o paulistano classificou o treino como “uma oportunidade para ter uma idéia do comportamento do Renault, já que no passado corri com um Fiat Línea.” O brasileiro completou apenas oito voltas, com pneus usados, até ser obrigado a interromper seu trabalho por pane mecânica. Para conter custos, os organizadores da TC 2000 limitam o número de treinos livres durante a temporada e autorizam provas especiais em trechos retos. Nos treinos livres os pilotos oficiais são preferidos em função do conhecimento que tem do equipamento e nas provas de aceleração há um acordo entre os promotores e os chefes de equipe para facilitar que pilotos que se destacam na F-Renault e tenham potencial para ascender à categoria se familiarizem com os potentes sedãs. Graças a um longo processo de desenvolvimento, esses carros podem chegar a 275 km/h de velocidade máxima graças ao motor de 2.000 cm³ e 300 cv de potência. Nos últimos anos a categoria TC 2000 passou por um processo de redução de custos que envolveu a padronização de elementos da suspensão e dos motores (desenvolvidos por Oreste Berta da equipe Officer ProGP na Stock Car brasileira), para todos os carros que disputam a modalidade. O que torna essa situação mais interessante é o fato que as principais equipes tem apoio oficial ou semi-oficial das montadoras, conseqüência da paixão argentina pelo esporte e pela importância do evento no mercado local. “A base dos carros é o modelo comercializado nas concessionárias, o que explica o investimento das fábricas”, comentou Maluhy, para quem a proposta poderia ser replicada no Brasil. “Por isso acredito que a TC 2000 tem tudo para dar certo em nosso País.” |



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