A começar por Bernardinho, a comissão técnica da equipe carioca se derrama em elogios à alma feminina das jogadoras: são leais, fiéis e batalhadoras
Rio de Janeiro – Eles podem ser considerados homens de sorte, muita sorte. Além de terem construído famílias lindas e bem estruturadas, convivem diariamente com um time de mulheres de primeira grandeza: a equipe feminina de vôlei da Unilever. O técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho; os assistentes-técnicos Helio Griner e Ricardo Tabach; o preparador físico Marco Antônio Jardim, o fisioterapeuta Guilherme Tenius, o Fiapo; e o médico Ney Pecegueiro são alguns dos integrantes da comissão técnica do time carioca com motivos de sobra para celebrar o Dia Internacional da Mulher.
Não só em casa, mas também no trabalho, eles aprenderam a conhecer a fundo a alma feminina. Ossos do ofício. A primeira experiência de Bernardinho como treinador foi no time feminino do Perugia, na Itália, em 1989. Desde então, vive histórias em quadra que o ensinam a entender o comportamento das mulheres.
“O emocional da mulher é muito peculiar. O certo mesmo é que são leais, fiéis e com uma resistência à dor impressionante” diz o técnico da Unilever, casado com a ex-levantadora Fernanda Venturini e pai de Bruno, Júlia e Vitória. “O Bruno não mora conosco. Então, sou apenas eu, cercado de mulheres por todos os lados”, brinca o treinador, acrescentando que sensibilidade e lealdade são características que aprecia muito no sexo oposto.
Ricardo Tabach, que cultiva uma união duradoura com Luciana, formada em administração de empresas, diz que, para entender as mulheres, é preciso respeitar a sensibilidade de cada uma. “Principalmente a da mulher-atleta, que normalmente mora longe da família e se ressente da distância. Não tem jeito, fica mais vulnerável. Depois de tantos anos de estrada, aprendi que é preciso ter cuidado com as palavras, seja em casa ou aqui no time. A Lu me ajuda muito nesse aspecto”, diz Tabach. “A relação só amadurece se você souber falar. No convívio em equipe, é preciso adquirir a confiança das jogadoras, para que elas entendam que não é nada pessoal. Só assim você consegue fazer cobranças sem que elas se sintam desconfortáveis”, analisa o pai de Pedro e Guilherme.
O preparador físico Marco Antônio Jardim, casado há 11 anos com a engenheira Carolina e pai de Gustavo, acha bacana ver brotar nas mulheres o espírito materno. “Reparei pela primeira vez nessa característica feminina na minha esposa. Depois, passei a observar que é um comportamento geral. Elas têm um instinto de proteção, de cuidado, muito legal de se ver. Estão sempre pensando na família, nos filhos, mas são batalhadoras. Os homens, no trabalho, conseguem se desligar de questões domésticas. A mulher, não. Mérito para elas, que acabam desempenhando bem as duas funções”, diz.
Quem também convive em casa com muitas mulheres é o fisioterapeuta Guilherme Tenius, o Fiapo. A esposa Adriana, formada em Direito, e as filhas, Renata e Gabriela, servem como um aprendizado para chegar ao clube e saber lidar com 15 jogadoras, muitas delas em períodos de recuperação de lesões. “Não há quem não fique mais sensível nessa situação”, comenta. Para ele, o fundamental é que a mulher tenha boa índole, princípios. “É por isso que eu admiro tanto a Adriana, um exemplo de caráter.”
Helio Griner, que se considera passional, encontrou na esposa, a economista Tatiana, o equilíbrio para sua vida também dentro de quadra. “Ela é inteligente e me ajuda muito, principalmente a enxergar as atletas de uma outra forma. Estou conhecendo cada vez mais a cabeça das mulheres, suas manhas e artimanhas”, brinca o pai da pequena Marina, de 3 anos, que, antes de muitas jogadoras da Unilever terem nascido, já treinava um time feminino. “Comecei em 1986, no mirim do Fluminense, como assistente da Letícia Pessoa. É muita mulher, não é não?”, diverte-se.
O médico Ney Pecegueiro comenta que, embora não haja comprovação científica, as mulheres conseguem verdadeiramente ter resistência maior à dor que os homens. “Essa teoria é fruto da observação. Quando a mulher é forte de verdade, supera qualquer homem. No nosso time, aprecio muito a coragem da Fabizinha. Ela não está ali para atacar e, sim, defender. Recebe boladas de mãos pesadas e nunca reclama. Parece que tira de letra. Acho isso incrível”, destaca o médio, casado há 16 anos com a médica Kátia e pai de Ana Carolina.
O time Unilever é formado pelas levantadoras Dani Lins e Camilla Adão; pelas pontas Érika, Regiane, Michelle, Amanda e Carolina; pelas meios-de-rede Fabiana, Carol Gattaz, Dani Oliveira e Mara; pelas opostas Joycinha e Monique; pelas líberos Fabi e Luiza. Na comissão técnica, duas mulheres de peso: a nutricionista Isabella Toledo e a estatística Roberta Giglio, a Robertinha.
Mais informações em www.unilevervolei.com.br
Siga a LOCAL no Twitter: http://twitter.com/localcomunica
LOCAL DA COMUNICAÇÃO
Heleni Felippe (MTB 13.507), Jane Dias (MTB 11.730), Márcia Esch (MTB 19.728) e Juliana Leite


Discussão Nenhum comentário
Os Comentários estão fechados