Atleta do Clube BM&FBovespa estreia na competição nesta sexta-feira, com o desafio de passar pelas eliminatórias do salto com vara
São Paulo – A saltadora Fabiana Murer, do Clube de Atletismo BM&FBovespa, estreia nesta sexta-feira (12/3) no Aspire Dome, palco do Mundial Indoor de Doha, Catar, às 10h20 (horário de Brasília), nas eliminatórias do salto com vara (a final será no domingo). Fabiana entra na competição contra as principais atletas da modalidade do mundo – incluindo a russa Yelena Isinbayeva – em busca de um lugar no pódio. De acordo com dados da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), o Mundial reunirá 657 atletas (374 homens e 283 mulheres), de 50 países.
A brasileira estreia no Mundial motivada pela boa preparação que fez e pelos resultados consistentes e regulares obtidos na Europa, em fevereiro. A brasileira ocupa a segunda posição do ranking mundial indoor, com 4,82 m, recorde sul-americano, atrás de Isinbayeva, a líder, com 4,85 m.
Fabiana fez quatro competições e o balanço foi bem positivo: conquistou a medalha de ouro em Stuttgart, na Alemanha, com 4,81 m, igualando seu recorde sul-americano indoor; levou a prata em Bydgoszcz, na Polônia, com 4,71 m; o ouro em Birmingham, na Inglaterra, batendo o recorde sul-americano indoor com 4,82 m; e a prata em Donetsk, com 4,70 m. Destacou a consistência nos saltos.
“Isso era uma coisa que eu e o Élson (Miranda, seu técnico) estávamos buscando desde 2009. Apesar das dificuldades que tivemos para treinar no Brasil, como a mudança de pista de treinamento e condições climáticas, conseguimos melhorar alguns detalhes na parte técnica, o que me fez manter os resultados.” Entre os detalhes, Fabiana corrigiu a elevação do quadril no momento da ultrapassagem do sarrafo por sugestão do técnico ucraniano Vitaly Petrov, que orienta Isinbayeva e é consultor do Clube BM&FBovespa, em conjunto com o treinador Élson Miranda.
Confiante pelos resultados da temporada européia, o objetivo da campineira Fabiana, de 28 anos, no Mundial de Doha é ir ao pódio. “Para isso, preciso manter os resultados e ainda buscar minha melhor marca. Venho apresentando uma boa técnica e os saltos estão saindo altos. Isso dá mais confiança para disputar o Mundial.”
Mesmo assim, Fabiana tem consciência de que precisará repetir suas melhores atuações diante de rivais de grande qualidade. Além da russa Yelena Isinbayeva, recordista mundial (indoor, com 5,00 m, e outdoor, com 5,06 m), bicampeã olímpica e mundial, estarão na prova duas medalhistas do Mundial de Berlim, a polonesa Anna Rogowska (ouro) e a norte-americana Chelsea Jonhson (bronze), além da ex-recordista mundial, a russa Svetlana Feofanova. “Por isso, tenho de buscar minha melhor marca. Vou enfrentar um grupo homogêneo. Várias saltadoras têm resultados bem próximos na temporada.”
Isinbayeva, que já quebrou 27 vezes o recorde mundial, competiu duas vezes este ano – em ambas, saltou 4,85 m. Rogowska já saltou 4,81 m e a russa Feofanova entra na competição com a marca de 4,75 m.
Diferenças
O Brasil não tem tradição em provas indoor – não existe, sequer, um estádio adequado para competições desse tipo no País. Mas Fabiana assegura que no salto com vara não existem muitas diferenças entre provas em ginásio fechado e ao ar livre. A maior preocupação nas competições indoor são os tablados de madeira montados em alguns ginásios para o salto com vara, que podem mudar o tempo das passadas na corrida. “Mas aqui em Doha a prova vai ser no chão. Eu gosto mais de competir em pista aberta, ao ar livre. Mas o bom é que aqui vamos saltar no chão e não em tablado.”
Fabiana está em Doha desde terça-feira – seguiu direto de Donetsk, na Ucrânia, onde fez duas semanas de preparação, no Centro de Treinamento do salto com vara gerido por Serguei Bubka, ainda hoje o recordista mundial da modalidade no naipe masculino. Embora seja a primeira vez que visita a cidade do Catar, disse que está totalmente concentrada na prova. Elogiou as instalações do Aspire Dome, que tem estrutura para receber diversos esportes e até um hospital para atender os atletas que treinam lá. “No caminho até o ginásio vi que aqui tem bastante trânsito, a linguagem é incompreensível, existem muitos condomínios fechados e há o chamado, como um canto, para o momento da reza.”
O Clube de Atletismo BM&FBovespa tem patrocínio do Pão de Açúcar, Nike e Prefeitura de São Caetano. Fabiana ainda tem o patrocínio individual do Pão de Açúcar e da UCS.
Mais informações no site: www.bmfbovespa.com.br/atletismo
Siga a LOCAL no Twitter: http://twitter.com/localcomunica
LOCAL DA COMUNICAÇÃO
Heleni Felippe (MTB 13.507), Jane Dias (MTB 11.730) e Juliana Leite


Discussão Nenhum comentário
Os Comentários estão fechados